segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Olímpiadas 2008!

Desde o ínicio das Olímpiadas vinha tentando buscar inspiração e dados para falar sobre esse evento globalizado que une todos os continentes, mais preferi esperar os resultados e desempenhos dos atletas para falar como torcedora e como jornalista.

Para analisar sobre o evento é preciso primeiro chegar aos números sobre esse evento: são mais de 10 mil atletas disputando medalhas em 31 esportes. Países que se encontram em guerra como a Russia e a Georgia dão um show de flair play e ao menos no esporte mostram respeito, solidariedade e pedem paz juntos. A abertura das olímpiadas foi tão grandiosa quanto o dinheiro investido nos novos estádios, na vila olímpica e na maquiagem para mostrar uma Pequim limpa, sem poluição e miséria, o que bem verdade não deu certo. Segundo informações no site do jornal Estadão/SP a China gastou mais de 42 bilhões nessas olímpiadas, um valor que daria para acabar com a miséria do seu próprio país e de outros, mais claro que num país em que não há democracia e a imprensa não tem liberdade para escrever, pouco se comenta sobre esse assunto.

Mais nem só de criticas é feita as Olímpiadas de Pequim! Mais de muitos aplausos também! Como falei acima a grandeza da abertura condiz com o tamanho do evento, num estádio gigante com mais de 90 mil pessoas presentes pudemos assistir a um espetáculo de cores, de tecnologia, de história e de muita beleza, além de vê a alegria dos atletas que estiveram desfilando por seu país.

E quantos recorde quebrados! E a emoção de poder presenciar o nascimento de um mito: Michael Phepls, nadador americano e maior medalhista da história moderna das olímpiadas com 16 medalhas em três participações e "somente" com 23 anos. Esse ano ele ultrapassou o limite humano, bateu 7 recordes mundiais, ganhou 8 medalhas de ouro e se tornou o único atleta no mundo a conseguir tudo isso é em uma única edição, a quem diga que ele é metade homem metade peixe.

Poderia escrever sobre diversos momentos mágicos dessa olímpiada, mais como boa brasileira que sou, apaixonada sempre pelo meu país vou falar sobre nossas conquistas, derrotas e frustações. Bem, posso começar falando novamente sobre a natação, para aqueles que esperavam vê Thiago Pereira ganhando medalhas, conheceu um novo brasileiro que chegou sem muita festa e nos premiou com uma medalha de bronze e uma de ouro, Cesar Cielo Filho, um grandalhão que nos levou as lágrimas ao subir no pódio e chorar ao ouvir o nosso hino nacional. Parabéns!

E como não chorar com nossos medalhistas do judô que trouxeram 3 medalhas de bronze?! Para muitos só vale o ouro, para mim e outros milhares de brasileiro, o bronze de uma medalha sofrida, sem ajuda de gorveno, sem patrocínio nem estrutura para treinos vale como ouro! Por sinal os momentos em que mais me emocionei foi quando não subimos ao pódio, ao vê o pedido de desculpas do judoca Eduardo Santos aos pais por não ter conseguido, mais sabemos que ele lutou sempre. Lutou para conseguir trocar de faixa, para conseguir dinheiro para disputar os mundiais, para alimentação, ele lutou por um simples patrocinio.

E ao vermos o sonho da primeira medalha na ginástica cair junto com Diego Hippólyto, nossa esperança de ouro que errou como todo ser humano. E o despero da atleta que viu seu equipamento de competição "sumir" segundos antes de sua apresentação e para Fabiana Murer o sonho olímpico, pelo menos o de Pequim, acabava ali. E ainda resta uma semana para torcemos pelo vôlei de quadra e praia, feminino e masculino, pelo nosso futebol também masculino e feminino, pelo hipismo, pelo atletismo, pelo GRD...

Mais do que parabéns qualquer atleta do Brasil que conseguiu chegar as olímpiadas merece nossos aplausos, não porque somos acomodados e nos conformamos com derrotas e seguimos dizendo o "que vale é competir", mais sim porque um país que não oferece quase nada de estrutura, que muitos atletas pagam para competir, que os governos não contribui e só aparece quando algum deles ganham algo por esforço próprio. Atletas que muitas vezes nem tem aonde treinar. É preciso uma política que se comprometa com esporte, porque se tivermos a estrutura de países como EUA, China, Inglaterra, entre outros, ai sim brigaremos em pé de igualdade. Enquanto isso não acontece, continuamos a torcer, porque independente de colocação, é a nossa bandeira que está em cada atleta, em cada competição.

Porque esporte exige base, tem que começar de criança, em cada escola, com apoio e incentivo do governo, seja ele o mais popular como o futebol passando por desconhecidos como luta romana.

E que venha as Olímpiadas de 2012 em Londres!

Kiss, Kiss

Jubs.

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