De acordo com a nossa constituição todo brasileiro tem direito a liberdade de expressão e pensamento, portanto todos nós somos capazes de ser jornalistas, foi assim dessa forma que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é mais necessário ter um diploma de graduação para exercer a profissão de jornalista. Foi nos comparando a chefs de cozinha que o ministro Gilmar Mendes disse não haver necessidade de um diploma, visto que ele conhece vários grandes chefs que não tem formação acadêmica, nada contra a profissão, mas isso foi pra nos motivar?! Ainda seguindo essa linha, eu poderia agurmentar, então podemos tirar a validade dos diplomas dos advogados, afinal de acordo com a nossa constituição, todos nós somos aptos a nos defender (ok, eu criei isso) e já foi mais do que comprovado que passar cinco anos na faculdade não é sinal de que grandes advogados sairão dali, afinal eu conhecço tanta vendedora de loja com ótima lábia (como todo bom advogado) sem formação acadêmica também...
Sem ares de revolta (confesso que continuo achando essa decisão patética) ou textos poéticos sobre a minha profissão (acho que deu pra notar que sou jornalista, formada e diplomada, se bem que agora de nada isso serve) vim aqui pra falar sobre o efeito dessa decisão num país desprovido de educação. Como pode-se aceitar que se tire o valor de um diploma, a teoria ensinada nas universidades, as experiências trocadas com os professores, como ministros podem achar "desnecessário um diploma para exercer a profissão" se lutamos tanto para que as pessoas estudem, tenham conhecimento?! Ou alguém aqui acha que ainda resistirá por muito tempo os cursos de jornalismo nas universidades? Porque quem em sã consciência ficará 4 anos nos bancos acadêmicos se para ser jornalista basta dizer... "Oi, sou brasileiro, analfabeto e jornalista" (adoro meus exageros, mais é assim que eu me sinto... rsrs)
Tenho uma dúvida?! A partir de agora qualquer brasileiro pode se dizer jornalista?! Estou curiosa pra vê o nível das futuras reportagens (que já andam ruim das pernas) e dos futuros jornais, agora todo mundo sinta-se no direito de lançar seu próprio jornal, quem sabe, como alguém otimista que eu sou (mentira gente, é ironia mesmo) não encontremos um Caco Barcellos perdido nesse mundão de jornalistas (são 180 milhões de brasileiros né?!), não custa nada sonhar...
"O fim da exigência do diploma foi comemorado pela Associação Nacional dos Jornais (ANJ). Apesar da decisão, a ANJ continuará orientando as empresas a contratarem jornalistas graduados e com diploma." Nossa, muito obrigada ANJ (outro momento irônico), pelo (des) favor prestado.
Enfim, já comecei a pensar no que fazer com meu diploma... e confesso que várias idéias me passaram pela cabeça (inclusive transformar em pipa, né Diego, rs), ainda sem tomar nenhuma decisão, vou deixando ele guardado na gaveta, para que num futuro quando meus filhos duvidarem que eu sou formada e diplomada em jornalismo, diferente deles que já nasceram jornalistas, eu possa ter como provar.
Kiss, Kiss
Jubs.
Sem ares de revolta (confesso que continuo achando essa decisão patética) ou textos poéticos sobre a minha profissão (acho que deu pra notar que sou jornalista, formada e diplomada, se bem que agora de nada isso serve) vim aqui pra falar sobre o efeito dessa decisão num país desprovido de educação. Como pode-se aceitar que se tire o valor de um diploma, a teoria ensinada nas universidades, as experiências trocadas com os professores, como ministros podem achar "desnecessário um diploma para exercer a profissão" se lutamos tanto para que as pessoas estudem, tenham conhecimento?! Ou alguém aqui acha que ainda resistirá por muito tempo os cursos de jornalismo nas universidades? Porque quem em sã consciência ficará 4 anos nos bancos acadêmicos se para ser jornalista basta dizer... "Oi, sou brasileiro, analfabeto e jornalista" (adoro meus exageros, mais é assim que eu me sinto... rsrs)
Tenho uma dúvida?! A partir de agora qualquer brasileiro pode se dizer jornalista?! Estou curiosa pra vê o nível das futuras reportagens (que já andam ruim das pernas) e dos futuros jornais, agora todo mundo sinta-se no direito de lançar seu próprio jornal, quem sabe, como alguém otimista que eu sou (mentira gente, é ironia mesmo) não encontremos um Caco Barcellos perdido nesse mundão de jornalistas (são 180 milhões de brasileiros né?!), não custa nada sonhar...
"O fim da exigência do diploma foi comemorado pela Associação Nacional dos Jornais (ANJ). Apesar da decisão, a ANJ continuará orientando as empresas a contratarem jornalistas graduados e com diploma." Nossa, muito obrigada ANJ (outro momento irônico), pelo (des) favor prestado.
Enfim, já comecei a pensar no que fazer com meu diploma... e confesso que várias idéias me passaram pela cabeça (inclusive transformar em pipa, né Diego, rs), ainda sem tomar nenhuma decisão, vou deixando ele guardado na gaveta, para que num futuro quando meus filhos duvidarem que eu sou formada e diplomada em jornalismo, diferente deles que já nasceram jornalistas, eu possa ter como provar.
Kiss, Kiss
Jubs.
3 comentários:
Assino em baixo de tudo o que dissestes (cortando os exageros, claro...risos). Infelizmente o STF deu um passo para trás, diga-se de passagem, um passo gigantesco para trás...
Mas isso só poderia acontecer num país como o nosso, cujo o maior Chefe de Estado, o Presidente da República, não terminou nem o ensino médio...é mesmo lamentável...
Não terminou o ensino médio e ainda vai sair na Playboy (quem quiser entender que se atualize e descubra)... eu tinha que falar isso... rsrsrsrs
Parabéns pelo texto Jullyanne :)
Beijos
Juh
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